UM NOVO CICLO

UM NOVO CICLO
volta e meia meia volta volte e meia

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Simplificando

Especificamente
Não poderia ser mais madura
Chega uma certa idade
Que toda mulher
Quer estabilidade.

O inferno está cheio
De possibilidades
Mas paz mesmo
Só vem da verdade

Sem comida no armário
Nem amor nem sexo aguenta.

Infelizmente é assim
Pra dar continuidade
É preciso uma boa dose
De responsabilidade.

Anoitesabe

Quero cantar
A tristeza mais alegre de Vinicius de Moraes
Porque a noite
É o refugio dos desabrigados;
Abraça a morte
Afoga os transmites

E quanto mais anoitece
Mais sorrisos desocupados aparecem

Quem me dera a liberdade
Pra abraçar com vontade
A minha solidão

Não é mais assim
Tudo não passa
De um sonho pra mim.

Deus Salve a Bahia

Rei
Eu fui pra Bahia, meu Rei
De lá trouxe lembranças
Que só eu sei.

Eu fui pra Bahia
Terra do amor
Terra da alegria
E como sofri.

Jamais creria
Que não fosse capaz
Tapei meu buraco
Agora me deixe em paz.

Lembranças boas
Lembranças más
Lembraças de guerra e paz
Euforia na terra de meu Pai.

Agora entendo rapaz
Tu não fostes capaz
De se encontrar
De descansar.

Ô meu Rei!
Passei fome
Causa da sua maldição
Será que pra isso há perdão?

Roubou dinheiro pra pagar
O que devia ao seu corpo
Podre e sem compaixão
Não tem vergonha não?

É meu rapaz
Meu Pai será sempre bom
Pra quem faz
Já tu, reinará as sombras.

E não há Bahia que resolva!

Como pode /como sei

Como posso ser poeta
Sem lugar comum
Como posso vender ilusões
Sem me deixar iludir
Como posso crer
Sem cair
Como posso acreditar
Sem ter motivo
Como posso ser ingenua
Sem ter sido enganada
Como posso cair na real
sem representar um papel?

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Continue

O incômodo
Diante da hipotência
Nada pude fazer
Se não
Tentar acalmar
Acordar
Expectorar
Uma tosse alérgica
Curar.

Tentar dormir
Na condolência
Pra tentar acordar
Vigilânte
Não deixar a fixa cair
O bastante
Levantar e partir:
À diante.

Não obstante
Levante!

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Fruto Mascado

Perdendo tempo, relembro cada ruído daquela ligação
Que coisa mais sem graça, mentira pra ter razão
Aceito suas desculpas, mesmo que não as saiba pronunciar.

Pra ser sincera, machucou
Cada colherada de maldade
Engoli toda mentira, agora espero o juízo final.

Será que terá moral?

Não. Eu não acredito mais em você
Você nunca quis que acreditasse
Pois então, diria sempre a verdade.

Se tornaria homem
E ao seu lado, teria um bom coração
Seria mais leal a si mesmo, sem indigestão.

É uma sugestão?

Nunca foi
E até agora não entendi
Como pude desligar e não me despedir.

É,
Perdoei e me arrependi
É muita magoa pra simplismente recintir.

Não é de desistir?

Com tudo isso
Cheguei a desconfiar, até mesmo de mim
Foi só então, que cheguei ao fim.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Tudo é possível

Fostes tu quem dissestes
Que implorando a tu
Tudo conseguiriamos
Fostes tu quem prometestes
Nossos mundos e fundos
Pra menos chorarmos.


Fostes tu quem subordinastes
Os ingenuos
Fostes tu quem dissestes
Que seria capaz
Transformarias guerra em paz
A mais incredula em capataz.


Será mesmo quem tu serás capaz?
A questão agora é de honra
Fostes tu quem dissestes
Após este dia
Trememos de medo
A espera do realizar.