UM NOVO CICLO

UM NOVO CICLO
volta e meia meia volta volte e meia

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

À Criança Grande Coruja dos olhos Profundos

Criança
Não diga EU TE AMO
Pra o amor
Basta o gesto
Se não é
Seja honesto


Criança
Abandonada no berço
Uma mãe como a sua
Não merece a generalização
Nem todas as mulheres são
Como sua ligação

Criança
Não entristeça
São coisas da sua cabeça
Imatura e sem noção
Se traiu por medo
Incompreensão

Criança
Pra sua insegurança
Guardo pena
Não soube o que sentiu
Passou pela vida
Mal pressintiu

Criança
Sua preferência
É a atenção
Me perdoe a indiscrição
Apenas me deixe
Soltar sua mão.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Ponto da verdade

A esse ponto chegou:
A pior delas
Maltratou
A melhor delas
Esnobou

A esse ponto chegou:
Achou que estava certo
Errou
Jurou amor infiel
Dançou

A esse ponto chegou:
Não sentiu a diferença
Orgulho dominou
Feriu com palavras
Se apunhalou

A esse ponto chegou
Nesse ponto permaneceu
Aprendeu a pensar; de nada valeu
Não abriu a mente
Não espaireceu

Hoje não se importa
Se perdeu
Se errou
Se fez a diferença
E perdoôu

A esse ponto chegou:
Deixou de ser humano
E reafirmou:
Pra si mesmo
O que gostaria que fosse verdade.

E continuou,
ferindo, matando
O que mata por dentro....

sábado, 15 de janeiro de 2011

Mais vale uma filha na mão

Mais vale uma filha na mão
Do que dois pais voando
Mais vale uma filha na mão
Do que dois pais voando

Cravei o pé no chão
E vou levando...
Cancei de afirmar pra mim
As mentiras que vêm de você

Pra mim todo fim
É o gosto de ser feliz
Não quero mais afirmar
Que o mal fui eu quem fiz

Mais vale uma filha na mão
Do que dois pais voando
Mais vale uma filha na mão
Do que dois pais voando

Amanheci cumim
E pretendo continuar assim
Acordei ruim
E tudo tornou-se o fim.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Ainda a pouco

O sorriso passado a limo
Verde musgo
Reluzia mesmo as lágrimas
Claras e cristalizadas
Valiam mais

Sem admiração
Como boca calada
Diante da má impressão
Não coube mais

O perdão
A estória toda
Sempre andou pra trás
Basta! Suave como as manhãs dos pássaros

Tudo quieto
Tudo em paz
Aqui dentro agora reina
O mais singelo relento

Só verdades
Sempre! Só viver
Reencontrar
Reconhecer.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Essa dor

qual é a cor da dor?
se o preto é escuridão
se o branco é solidão
e no azul tá tudo nu...

qual é a cor da dor?
se o vermelho tá pro amor
se o amarelo é só palidez
o verde é extenso demais pra 3.

qual é a cor da dor?
seria o lilás?
Não, não
Lilás
Muita claridade faz.

seria o cinza a cor da paz?
porque rosa é cor demais?

será que a dor esquecida
é mesmo a melhor pedida?
será que a dor curada
sára mais que alma lavada?

qual a solução pra dor?
qual seria sua cor?

será que a dor tem cheiro?
faz fumaça ou tem recheio?

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Deprimi

As valvulas acabaram
Sinto o escrever sem sentido
Sem motivo nem utensilio.

Depressão
Fragelo da alma
Sem razão.

Meu tempo abraça a morte
Não!
Sorria depressão.

"Aqui é mar;
Menino qué
Tem que navegá
Num tê medo de afundá
Soltá a rede
Pra pode volta".

Menino olha o mar
Atropela as águas
Saltitante de alegria.

Depressão
Transborda, contagia
Qué mesmo saltá?

Num sabe se admira
mais céu do que mar?
Marinheiro...

Marinheiro diz:
"De céu o mar tá cheio
Menino,
Deixe a depressão de lado
Essa onda te acerta.
De onde veio essa
Outra pode chegá".

De depressão o mar tá cheio
Num precisa carregá
O fardo pesado, nem Deus pode tirar.

A doce vida

O menino qué vê mar
Corre na direção sul
Na mão papel e caneta
Menino nunca viu tanta beleza

Marinheiro que navega ano inteiro
Saudade da família tem
Não há sentir
Só o asco

Vai passar.
Amanhã tudo volta
A ser como ontem...
Onde estavamos?

Me encontrei caída no chão
Corpo ainda quente, bonito
Maduro pra uma mãe jovem
Espírito envelhecido

Rosto pesado, olhos inchados
Rugados
Aparentemente não tomou a melhor decisão
Encontro o alívio.

A água corre o corpo
Os olhos escorrem o espelho
Com a mesma intenção
Vida sem razão.

Sem novas
Nem velhas
Agora com o pé no chão
Perde o sentido

E o menino boia o mar
Sente falta da sua família
Mas não há sentimento
Só o asco.

Menino vai
Direção Sul
Soa frio e sal
Abraça o mar.